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Crédito de Imagem: Wagner Fernandes

Corpo e mente em quadra: Os benefícios do treinamento psicológico

Saiba como o preparo psicológico ajuda atletas de beach tennis a alcançarem um bom rendimento nos jogos e confira algumas dicas de como usar o recurso.

O frio na barriga na hora que o árbitro dá início à partida é inevitável, e só quem está na quadra sabe que o impacto da bola é tão forte na raquete quanto no coração. Mas a forma de encarar a emoção pode ser um fator decisivo no desempenho do atleta durante e após a partida, e é por isso que muitos jogadores estão buscando o equilíbrio mental com a ajuda de profissionais e boas técnicas de psicologia esportiva.  

No beach tennis existem vários exemplos de situações que exigem o preparo psicológico. Se você nunca passou por alguma delas, provavelmente conhece alguém que já.

  • Perder o controle, jogar a raquete e esbravejar – e por consequência perder pontos e até partidas;

  • Faltar confiança na hora de uma jogada, ao decidir uma estratégia ou golpe;

  • Falta de confiança no parceiro;

  • Boa técnica, mas que em pontos decisivos falta coragem e atitude.

Segundo Jaqueline Brenner, psicóloga especializada no tratamento de atletas, a psicologia esportiva faz parte dos quatro pilares de preparo do atleta. São eles: treinamento técnico, acompanhamento nutricional, preparo físico e preparo mental. “Para que o atleta tenha sucesso é necessário o equilíbrio entre estes quatro pilares, assim a psicologia esportiva atua diretamente no preparo mental e emocional”, explica.

Um trabalho mental completo deverá desenvolver a antecipação, concentração, atitude positiva, flow feeling, objetivos, auto estima, inteligência esportiva, entre outros aspectos.

Este recurso não vale apenas para atletas profissionais. “Atendo muitos atletas amadores, quando trabalhamos aspectos no âmbito esportivo ele se estende para outros aspectos da vida da pessoa”, conta Brenner. Este trabalho envolve a disciplina e organização, concentração, auto estima no esporte, acaba se estendendo para o âmbito familiar, relacionamentos afetivos e profissional.

“Quando um atleta amador quer atingir um objetivo como emagrecer, finalizar uma prova, conseguir chegar ao podium ou criar a rotina do esporte, o controle mental é super importante”, explica.

Quando buscar o auxílio de um profissional

O preparo psicológico se faz necessário em momentos pontuais, porque às vezes um atleta passa por situações complexas no âmbito mental/emocional, mas uma rotina de treino psicológico é bastante indicada. “O ideal é um trabalho contínuo, através do autoconhecimento, da mudança de padrões, que levamos uma vida para criar e que levaremos um tempo para modificar. O trabalho contínuo tem resultados mais efetivos”, conta a psicóloga.

O treinamento acontece a partir de uma avaliação inicial, composta de três encontros, presenciais ou virtuais, para definição de todos os pontos a serem trabalhados. “No terceiro encontro dou o feedback e trabalho com o atleta os pontos que serão desenvolvidos e a forma (cronograma), com uma metodologia comportamental/cognitiva. Além disso, procuro acompanhar os atletas em competições.”

Dicas de ouro para seu preparo psicológico

Existem três dicas básicas que a psicóloga Jaqueline Brenner sempre recomenda aos atletas:

  • Se está ansioso em demasia antes de uma partida/torneio, identifique algo que te tranquiliza, como ouvir uma música, ficar sozinho, sentar e meditar, etc;

  • Durante a partida: Quando ficar alterado emocionalmente, caminhe até o fundo da quadra, respire e traga pensamentos positivos para a sua mente;

  • Sempre avaliar os jogos, em todos os sentidos para buscar a melhoria constante.

As técnicas e recursos utilizados por atletas são tendências que qualificam e elevam o nível de jogo em âmbito nacional. “O tema ainda é bastante falado, mas na prática no Brasil os atletas tem vontade, porém como o esporte ainda é pouco valorizado e com a remuneração baixa, acaba sendo o último pilar que o atleta busca”, diz Brenner.

“Grandes atletas fora do Brasil tem acompanhamento psicológico desde a fase de adolescência, pois, principalmente na alta performance, existem muitos aspectos que o atleta precisa se preparar, tanto para os momentos de sucessos quanto para os de fracassos. Vejo especialmente no beach tennis grandes talentos que não evoluem por não terem o emocional trabalhado – no popular, não tem cabeça. E também é preciso desmistificar que o acompanhamento psicológico é caro, pois ele pode ser adequado à cada realidade e no caso de atletas profissionais atrelados a resultados”, completa.

Jaqueline Brenner – Psicóloga CRP 12/00522

Tenista por 17 anos. Psicóloga formada há 25 anos, com atuação generalista. Atuação por 30 anos como executiva de Recursos Humanos, tendo atuado em paralelo com Psicologia Esportiva, desde 2002.  Associada à ABRAPESP – Associação Brasileira de Psicologia do Esporte.

Hoje atua com foco em esportes individuais e duplas, como frescobol, tenis, beach tennis, triathon, judo e corrida, que demandam uma dinâmica emocional diferente do esporte coletivo.

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